Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Renoi e UNESCO promovem segundo seminário sobre Qualidade

A Rede Nacional de Observatórios de Imprensa e a UNESCO realizam nos dias 8 e 9 de junho, em Aracaju, o I Qualicom – Seminário Qualidade em Comunicação. A iniciativa resulta de uma parceria entre a Renoi e a UNESCO para o desenvolvimento da pesquisa “Indicadores de Qualidade Jornalística”. A organização local do evento cabe ao Laboratório de Estudos em Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe, grupo de pesquisa vinculado à Renoi.

O seminário vai apresentar propostas e estudos sobre a avaliação de qualidade de produtos jornalísticos e também de audiovisuais. Além disso, vai por em discussão documentos como o Media Development Indicators, da UNESCO, sobre os indicadores de qualidade da comunicação, em especial, do jornalismo. Segundo o prof. Josenildo Guerra, coordenador do I Qualicom, “o tema ainda é muito pouco estudado e aplicado, com rigor e método, seja na avaliação dos produtos seja na gestão dos processos de produção em jornalismo. Daí a importância do seminário”.

O Qualicom terá como expositores, entre outros convidados, o coordenador de Comunicação e Informação da Representação da UNESCO no Brasil, Guilherme Canela, e dois pesquisadores da Universidad Autónoma de Barcelona, Angel Bravo e Catalina Norminanda Montoya, que pesquisam o tema da qualidade no audiovisual.

O primeiro seminário sobre o tema da qualidade foi realizado no dia 13 de maio, sob a coordenação do professor Rogério Christofoletti, do Monitor Mídia, na Univali, em Itajaí – SC. Outros dois seminários serão realizados em São Paulo, na Universidade do Sagrado Coração, em Bauru, e na Universidade Federal de São Carlos nos dias 18 e 25 de junho, respectivamente, coordenados por Danilo Rothberg (Renoi-UNESCO)

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

O crítico é o Grilo Falante da cidadania

Por Luiz Gonzaga Motta em 19/5/2009

Há poucos dias, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Franklin Martins, disse em palestra no Rio de Janeiro que a crítica da mídia se espalha na sociedade: é o Grilo Falante da mídia brasileira. Ele fazia referência a uma personagem dos desenhos de Walt Disney, que age como conselheiro crítico de outras personagens. O Grilo Falante desempenha o papel de consciência oculta. O nome provém do eufemismo Jiminy Cricket, derivado de Jesus Christ, em inglês.
A metáfora é sugestiva. Proponho que os observatórios de mídia adotem esta personagem como figura-símbolo. Ela se ajusta bem aos observatórios de imprensa. Os observatórios não pretendem ser anjos da guarda da sociedade. Mas desempenham um inevitável papel na proteção dos cidadãos diante dos abusos dos meios de comunicação. Especialmente a partir de agora, depois que caiu a Lei de Imprensa. O Grilo Falante é um bichinho simpático, grita sempre quando seu protegido está à beira de cair em armadilhas. É um observador precavido, atua para evitar o pior.
O jornalismo é um serviço público, mas em nossa sociedade se organizou como atividade exclusivamente comercial. Em sua lógica, obedece prioritariamente às demandas do mercado, não às da sociedade. Quem argumentar contra, basta recordar a feroz disputa atual por índices de audiência entre os telejornais.

Uma ponte entre obra e leitor
Há uma defasagem permanente entre o que o jornalismo reporta e o que a sociedade quer. Agenda pública e cobertura jornalística nem sempre coincidem. O jornalismo não responde necessariamente à pluralidade dos interesses e demandas sociais.
Daí, a necessidade da crítica. A crítica é uma prática ética, uma atividade hermenêutica que se contrapõe à primeira interpretação dos fatos, a interpretação jornalística. Revela os mal-entendidos, amplia a compreensão, mostra a distância entre textos e contextos.
A crítica parte de juízos prévios, implica sempre uma atitude valorativa. Não há exercício crítico sem valores e não há qualquer problema com isso. As pressuposições de um indivíduo ou grupo, muito mais que preconceitos, constituem a realidade histórica do ser, como nos recorda H. Gadamer. Pressupostos são, portanto, parte constituinte da crítica.
O crítico é o Grilo Falante, o mediador entre os objetos culturais (notícias, reportagens, telenovelas etc.) e o público. Liga a obra ao universo cotidiano do leitor, ouvinte ou telespectador. Projeta-se como uma ponte entre obra e leitor, abrindo-lhe portas a processos da produção jornalística ou midiática freqüentemente desconhecidos e longínquos.

Um olhar ético e universalizante
Qualquer crítico investe na parcialidade. Como afirmam muitos autores, estando próximo da paixão, o crítico fica mais perto da universalidade. A paixão instrui as perguntas que vamos formular aos objetos culturais.
A questão passa então a ser: quais valores justificam tais perguntas? A resposta não é fácil, e necessariamente remete à reflexão sobre o posicionamento histórico do crítico e do objeto cultural a ser criticado.
A partir deste raciocínio, proponho que o crítico adote valores universais, assuma a posição do outro, amplie seus horizontes para além dos pressupostos individuais. Onde encontrar valores universais? Respondo: em um universalismo ético e pluralista. Colocar-se em defesa da ética da responsabilidade social, contra as injustiças, no lugar do outro, a favor dos que não têm voz.
Concretamente, enquanto crítico da mídia, posicionar-se na defesa de um desenvolvimento social e dos direitos humanos. Não precisamos de muita sociologia. Basta rever documentos assinados pelos nossos chefes de Estado, como a Declaração Universal dos Direitos do Homem, as Metas do Milênio, ou os indicadores do IDH. Eles materializam valores universais e pluralistas e podem ser consultados a qualquer momento. A partir deles, os observatórios podem desenvolver um olhar crítico ético e universalizante. Podem desempenhar com orgulho o papel de Grilo Falante junto à cidadania.

(publicado originalmente no Observatório da Imprensa)

Um relato da audiência das diretrizes

O coordenador da Renoi, Rogério Christofoletti, fez um breve relato da terceira audiência pública que discutiu as bases para novas diretrizes curriculares para os cursos de Jornalismo. O evento aconteceu na sede da OAB, em São Paulo, na manhã do dia 18 de maio.
Leiam o relato.

Sábado, 16 de Maio de 2009

Renoi apresenta contribuições às diretrizes

A Renoi finalizou as discussões e redação de um documento que encaminhou ao professor José Marques de Melo, presidente da comissão que reforma as diretrizes curriculares para os cursos de Jornalismo.
O documento pode ser lido aqui.

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Renoi participa de audiência sobre as diretrizes

A Renoi participa na próxima segunda-feira, 18, da terceira audiência pública que discute reformas nas diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. O evento acontece durante a manhã, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo.
A exemplo de outras organizações, a Rede Nacional de Observatórios de Imprensa foi convidada pelo Ministério da Educação e pela comissão de especialistas que lidera a discussão nacional em torno de um novo documento que oriente os cursos de graduação na área. A Renoi discute internamente um texto que apresentará com contribuições ao debate.
De acordo com informações do próprio MEC, a comissão deve concluir seus trabalhos e apresentar uma proposta de texto ao Conselho Nacional de Educação no início de junho.

Um debate sobre a qualidade no jornalismo


O primeiro Seminário Renoi-UNESCO de Qualidade da Informação Jornalística, que aconteceu em 13 de maio na Univali (SC), apresentou para estudantes, profissionais e pesquisadores o que na maioria das vezes passa despercebido ao olhar de quem consome notícia. Ao contrário de boatos que circulam em todos os tipos de meios, os periódicos não estão com os dias contados: jornais populares de qualidade vêm conquistando cada vez mais espaço no mercado. A revista Veja, mais lida no país, não mostra o Brasil tal como é. Nem sempre o que aparece na mídia é o que o público quer ver. O assunto em pauta é: qualidade. Como analisar estes temas?

O evento foi promovido pelo Monitor de Mídia e aconteceu no auditório 1 de medicina da Universidade do Vale do Itajaí. O seminário, que é resultado de uma parceria entre a Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi) e a UNESCO no Brasil, contou com quatro palestras de professores pesquisadores. Foram apresentados estudos referentes à qualidade jornalística em esfera regional, estadual e nacional.

A professora Laura Seligman foi a primeira a mostrar os resultados da pesquisa Jornais populares de qualidade: ética e sensacionalismo em um novo fenômeno no mercado de jornalismo impresso. O trabalho realizado em parceria com a acadêmica Karis Cozer analisou 24 semanários de Santa Catarina e verificou que os jornais do interior catarinense adotaram como padrão as características dos jornais populares de qualidade.

Em seguida, a pesquisa Veja só o Brasil: a construção social da realidade em duas mil capas da revista Veja foi apresentada pela professora Valquíria Michela John. O estudo desenvolvido em conjunto com a acadêmica Taiana Eberle apontou perfis dos conteúdos e imagens vinculados nas capas da revista. Segundo a análise, o brasileiro retratado pela Veja é em sua maioria branco, homem e adulto. Outro dado importante revelado pela pesquisa é a invisibilidade dos negros nas capas.

A qualidade percebida na imprensa catarinense foi o objeto de estudo do professor Sandro Galarça, juntamente com a jornalista Patrícia Wippel. Durante três anos, eles analisaram os maiores impressos em circulação na época em Santa Catarina: A Notícia, Jornal de Santa Catarina e Diário Catarinense. A palestra divulgou os resultados da última etapa da pesquisa. Segundo Galarça, nem sempre o que o jornalista escolhe divulgar é o que as pessoas querem ler. Ainda assim, ele conclui que o público se sente satisfeito com o que é publicado.

O professor Rogério Christofoletti encerrou o seminário com os resultados preliminares da pesquisa em andamento que desenvolve com a Renoi e a Unesco. O estudo, que visa criar um mecanismo de avaliação da mídia impressa, é realizado por mais três consultores brasileiros: Josenildo Luiz Guerra (UFS), Luiz Egypto (Observatório da Imprensa) e Danilo Rothberg (UFSCar – USC).

O evento teve cobertura em tempo real pelo Twitter do MONITOR DE MÍDIA e as informações estão disponíveis para acesso juntamente com imagens das palestras no http://twitter.com/monitordemidia.

Outras duas edições do Seminário Renoi - Unesco acontecem nos próximos meses, um em Aracaju e outro no interior de São Paulo, onde atuam os consultores da pesquisa.

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Renoi acompanha envio de lei sobre informações públicas

A Renoi recebeu convite do gabinete da Presidência da República para solenidade de envio ao Congresso Nacional do projeto de lei de acesso a informações públicas. O evento foi nesta quarta, 13, em Brasília, e a Renoi foi representada pela professora Thaïs Mendonça.

O texto da legislação - demanda da sociedade civil há mais de meia década - demorou três anos para ser finalizado. Durante a cerimônia, o governo lançou também o projeto "Memórias Reveladas" e a chamada pública para o recebimento de arquivos da ditadura militar (1964-1985) que estejam em poder de particulares.

Para mais informações, acesse aqui.

Seminário de qualidade no jornalismo terá cobertura em tempo real

O Seminário Renoi Unesco de Qualidade da Informação Jornalística, que acontece na noite de hoje na Univali, em Itajaí (SC), terá cobertura em tempo real pelo Twitter e pelo blog do curso de Jornalismo.
Alunos pesquisadores do projeto Monitor de Mídia vão se encarregar da transmissão, que pode ser acompanha no twitter pela tag #qualidade ou ainda com fotos e textos mais extensos no Blog do Jornalismo.
Durante o seminário, serão debatidos resultados parciais da pesquisa sobre os indicadores de desenvolvimento da comunicação, resultantes da parceria RENOI-UNESCO, bem como outros estudos sobre qualidade desenvolvidos por pesquisadores do MONITOR. O evento é aberto a profissionais, pesquisadores e estudantes da área.

Serviço:
Seminário Renoi-UNESCO de Qualidade da Informação Jornalística
Com os professores Laura Seligman, Rogério Christofoletti, Sandro Galarça e Valquíria John
Dia 13 de maio de 2009
Das 19 à 22h30
Auditório 1 da Medicina, blocos 24 e 25
Univali – Itajaí (SC)
Entrada Franca

Domingo, 10 de Maio de 2009

Monitor de Mídia, edição 148

Confira na edição 148 do MONITOR DE MÍDIA

Diagnóstico
A construção do conteúdo jornalístico on-line em Itajaí
O MONITOR DE MÍDIA verificou se os três maiores portais de notícias de Itajaí seguem os padrões do jornalismo online.

Reportagem
Trabalho não é brincadeira
Nossa equipe apurou que o combate ao trabalho infantil no estado de Santa Catarina não é tido como prioridade.

Editorial
O leitor comum e a qualidade da imprensa
A qualidade do produto jornalístico interessa a quem o produz e a quem consome a informação. Um evento discute esta questão na Univali.

Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Crítica de mídia, o estado da arte

Como tem sido feita a crítica da mídia no Brasil?

Doze anos após o lançamento do primeiro site de media watching, o Observatório da Imprensa, a análise crítica sobre a cobertura jornalística se consolidou no Brasil. Desse pontapé inicial, multiplicaram projetos de crítica da mídia em diferentes regiões do país. Eles se propõem a realizar diagnósticos do que é produziro nas redações e abrir espaço para discussões entre diferentes setores da sociedade - a comunidade acadêmica, o mercado de trabalho, as entidades corporativas e os consumidores de produtos informativos.

Tendo esse cenário como pano de fundo, o Observatório Mídia&Política, coordenado pelo Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB, quer discutir o estado da arte da crítica da mídia no Brasil. Este é o tema de edição que será lançada em maio de 2009. Convidamos pesquisadores, jornalistas, analistas e observadores da mídia a discutir o assunto, relatar sobre suas experiências, enfim, fazer uma crítica da crítica da mídia no país.

As normas de redação e outras informações estão no site Mídia&Política ou http://www.midiaepolitica.unb.br/normas.htm. Os artigos devem ter em torno de 1.000 palavras. Os textos podem ser enviados para os editores Thaïs de Mendonça Jorge (thaisdemendonca@uol.com.br) e Fábio Pereira (fabiop@gmail.com)

Prazo: 8 de maio de 2009.

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

ANDI e Artigo 19 lançam livro sobre acesso à informação e controle de políticas públicas


Recentemente, informamos aqui a realização de um seminário internacional sobre direito de acesso a informações públicas. Na mesma direção, chega a informação de que a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) e a Artigo 19 lançaram o livro “Acesso à informação e controle social das políticas públicas”.

O volume é resultado das discussões ocorridas sobre um seminário ocorrido em Brasília, em 2007, e reúne especialistas de diversas áreas que enfrentam o tema espinhoso da liberdade de acesso a informações, e os papéis do Executivo, dos controladores e da imprensa.

Disponível para download gratuito, o livro tem 136 páginas e não chega a ter 1 Mb de tamanho de arquivo. A organização do volume é de Guilherme Canela e Solano Nascimento. Obra essencial para quem quer discutir democracia, meios de comunicação, política e mídia. Imprescindível para quem quer compreender parcela importante das relações de força no Brasil recente.

Para uma amostra, leia a introdução, publicada pelo Observatório da Imprensa.

Sábado, 4 de Abril de 2009

Monitor de Mídia, edição 147

Acaba de chegar à web a edição 147 do MONITOR DE MÍDIA!

Veja as novidades:

DIAGNÓSTICO: O cardápio dos telejornais do meio-dia em Santa Catarina. O que mostram os jornais locais de maior audiência no Vale do Itajaí ao meio-dia? A equipe do MONITOR acompanhou as edições durante uma semana.

REPORTAGEM: Resquícios da grande enchente ainda prejudicam a população. O MONITOR investigou os principais problemas das redes de esgoto de Itajaí e Balneário Camboriú depois da grande enchente de novembro.

PERFIL: A magia do Photoshop nos cliques de Altair Hoppe. A acadêmica Sílvia Mendes conversa com o jornalista Altair Hoppe, referência nacional em tratamento digital de imagens.

EDITORIAL: Liberdade é uma idéia que está na moda. O mês de abril dá sinais de que o tema será bastante debatido.

Terça-feira, 31 de Março de 2009

Acesso a Informações Públicas: o seminário

Começa amanhã e se estende pelo dia 2 de abril, em Brasília, o Seminário Internacional sobre Direito de Acesso a Informações Públicas.

O evento promete ser um marco nessa discussão que - ainda e infelizmente - é bem restrita na democracia brasileira. (A Renoi participa do evento...)

Veja a programação:

Quarta-feira (01.abril.2009)
Local: auditório da TV Câmara (Câmara dos Deputados, Brasília, DF)

19h - 21h "Democracia, Cidadania e Direito de Acesso a Informações Públicas"
Gilmar Mendes – Presidente do Supremo Tribunal Federal
José Sarney – Presidente do Senado Federal
Michel Temer – Presidente da Câmara dos Deputados
Dilma Rousseff – Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República
Vincent Defourny – Representante da UNESCO no Brasil

Mestre de Cerimônias: Fernando Paulino – Projeto SOS Imprensa - UnB

Quinta-feira (02.abril.2009)
Local: auditório do Interlegis (Senado, Brasília, DF)

9h00 - 10h45 "Panorama do Direito de Acesso a Informações no Mundo"
María Marván Laborde – Comissionada do Instituto Federal de Acesso à Informação Pública do México
Thomas Blanton – Diretor da ONG National Security Archive dos EUA
Rosental Calmon Alves – Diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, em Austin, Texas, EUA
Toby Mendel – Diretor do Programa Jurídico da Artigo 19, sediado no Canadá
Juan Pablo Olmedo – Presidente do Conselho para a Transparência do Chile

Moderador: Fernando Rodrigues – Associação Nacional de Jornais

11h - 12h30 - "Panorama do Direito de Acesso a Informações Públicas no Brasil"
Cezar Britto - Presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil
Claudio Weber Abramo – Diretor-Executivo da Transparência Brasil
Jorge Hage - Ministro-chefe da Controladoria-Geral da União
Ivana Moreira - Diretora da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo

Moderador: Marcelo Beraba – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo

12h30 - Lançamento do livro "Acesso à informação e controle social das políticas públicas", coordenado por Guilherme Canela e Solano Nascimento - ANDI e Artigo 19

Apresentação: Paula Martins – Artigo 19

14h30 - "Obstáculos para o acesso a informações no Brasil, sugestões de ações e debate do projeto de lei de acesso"

Debate entre congressistas, integrantes do Poder Executivo e organizações do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas
Senador Aloizio Mercadante (PT-SP) – Líder do PT no Senado
Senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) – Líder do PSDB no Senado
Deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS)
Deputado Fernando Gabeira (PV-RJ)

Moderador: Subchefe Beto Ferreira Martins Vasconcelos – Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República

***

O evento é uma realização do Fórum de Direito a Informações Públicas, que foi criado em 2003 e reúne 22 organizações da sociedade civil. Entre os objetivos do Fórum está o de "promover e incentivar o debate sobre o direito de acesso a informações públicas no Brasil".

Participam do Fórum: Abong (Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais); Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo); Abrat (Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas); Ajufe (Associação dos Juízes Federais); Alal (Associação Latino-Americana de Advogados Trabalhistas); Amarribo (Amigos Associados de Ribeirão Bonito); Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho); Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância); ANJ (Associação Nacional de Jornais); ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República); APJ (Associação Paulista de Jornais); Artigo 19; Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas); Fórum Nacional de Dirigentes de Arquivos Municipais; GTNM-RJ (Grupo Tortura Nunca Mais – RJ); Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas); Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos); MPD (Movimento do Ministério Público Democrático); OAB (Ordem dos Advogados do Brasil); Projeto SOS Imprensa - Faculdade de Comunicação da UnB; Renoi (Rede Nacional de Observatórios de Imprensa); Transparência Brasil.

Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Pesquisador defende curso autônomo de Jornalismo

O prof. Luiz Gonzaga Motta, professor da UnB, coordenador do site Midia & Política. membro da Renoi, e coordenador do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política (NEMP) membro da Comissão de Especialistas formada pelo MEC para sugerir mudanças nas diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo concedeu uma entrevista ao Observatório do Direito à Informação, defendendo a autonomia dos cursos de Jornalismo. Conferir aqui.

A entrevista também foi publicada no Observatório da Imprensa, como se pode ver aqui.

Abaixo, a entrevista na íntegra:



"O jornalismo deve ser um curso autônomo"
Luiz Gonzaga Motta
16.03.2009


Que a formação dos jornalistas não vai bem não é novidade para ninguém. Não precisa ser do campo da comunicação para perceber que muitas vezes falta profundidade nas matérias, contextualização dos fatos e cuidado na apuração, deficiências graves na boa prática do jornalismo. Em razão deste quadro, o MEC instituiu em fevereiro de 2009 uma Comissão de Especialistas para rever as diretrizes curriculares do curso de jornalismo.

Esta reforma pode ser o início de um importante passo para a mudança no perfil dos jornalistas. Até agora, a discussão tem se concentrado na oposição entre o atual modelo de integralidade do curso de Comunicação Social e a separação das habilitações como cursos autônomos.

O professor Luiz Gonzaga Motta, membro da Comissão de Especialistas formada pelo MEC e professor associado da Universidade de Brasília e coordenador do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política (NEMP) desta universidade, é partidário da segundo posição. Na opinião do acadêmico, o jornalismo “é uma prática profissional de tradição muito consolidada, com séculos de exercício prático” e “não deve permanecer submetido a um curso de comunicação”. O Observatório do Direito à Comunicação conversou com o experiente professor sobre os trabalhos da Comissão e sobre os requisitos necessários a uma formação de qualidade para os jornalistas.

Como foi formada a Comissão de Especialistas? Você considera que nela estão representados todos os segmentos interessados no processo?

Os membros foram indicados ao presidente da Comissão, Prof. José Marques de Melo. Ele foi escolhido para esta função pelo MEC. Cada entidade indicou um nome. O presidente da Comissão, consultando o MEC, nomeou os membros. Eles não representam, certamente, todos os segmentos. Mas, representam todas as entidades da área acadêmica, a mais interessada, a mais envolvida e a mais afetada por qualquer mudança nas diretrizes curriculares.

Na sua opinião, é necessário que o jornalismo torne-se um curso autônomo em relação ao de Comunicação Social?

Sim, penso que o jornalismo deve transformar-se num curso autônomo, não permanecer como simples habilitação da comunicação social. Penso isso porque o jornalismo é uma prática profissional de tradição muito consolidada, com séculos de exercício prático. Ele não deve permanecer submetido a um curso de comunicação. Essa submissão nas últimas décadas resultou em cursos muito teóricos e muito críticos (num sentido negativista) sem relação com a profissão, sem uma inserção profissional necessária.

O que você acha que deve prevalecer na formação do jornalista nessa revisão das diretrizes curriculares do curso?

Um vínculo mais efetivo com a p rofissão, uma atualização política para atender as demandas de uma sociedade democrática onde a sociedade civil tem demandas próprias e novas, uma formação mais adequada aos recursos técnicos recentes (um jornalista multimídia, por exemplo, que seja capaz não só de escrever e editar textos, mas também produzir imagens e editá-las).

Qual é a melhor forma de garantir uma formação em jornalismo comprometida com as questões sociais? Pensar um profissional que saiba avaliar criticamente o meio em que está atuando profissionalmente é uma preocupação da Comissão de Especialistas?

O jornalista hoje deve estar bem preparado para o exercício técnico-profissional, mas também para situar-se e atender às demandas de uma sociedade democrática. Hoje, não são só as redações que demandam serviços profissionais do jornalismo, mas também os políticos, os partidos, as igrejas, os sindicatos, as organizações da socieda de civil. Toda a sociedade está se organizando para ganhar visibilidade e conquistar capital simbólico no Brasil de hoje. Esse profissional precisa saber atender à demanda de voz destes segmentos, cuja característica é muito diferente das redações dos grandes jornais e emissoras. Mesmos as redações da grande mídia têm hoje demandas diferenciadas devido ao aumento do monitoramento e das cobranças dos segmentos mobilizados da sociedade.

Quais serão os próximos passos da Comissão?

As três audiências públicas já programadas. No Rio de Janeiro, no Recife e em São Paulo. Em cada uma, a prioridade será dada a um segmento interessado. No Rio, se manifestará a área acadêmica. Em Recife, o mercado e as corporações. Em São Paulo, a sociedade civil. Por fim, em junho, será realizada a reunião final da comissão em Brasília, para fechar suas sugestões ao MEC.

Concluído o relatório da Comissão, como a mudança será encaminhada?

A comissão fará sugestões, ela não tem poder deliberativo. O MEC fará posteriormente um documento final que será enviado ao Conselho Nacional de Educação.

Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Renoi se engaja em discussões sobre políticas de comunicação

A Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi) está integrando duas importantes instâncias de discussão sobre políticas públicas de comunicação: o Fórum de Informações Públicas e a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação.
O primeiro promove debates e ações para garantir o direito de acesso a informações, a exemplo do que se faz em outros países. A comissão, por sua vez, prepara a primeira conferência que irá discutir políticas públicas de comunicação. A Conferência acontece de 1º a 3 de dezembro e tem como tema "Direito e Cidadania na Era Digital".
Entre os membros da Renoi que participam dessas instâncias estão os professores Luiz Martins da Silva, Fernando Paulino e Victor Gentilli.

Domingo, 15 de Março de 2009

Monitor de Mídia, edição 146

Confira na edição 146 do MONITOR DE MÍDIA

REPORTAGEM
É ilegal, imoral, mas acontece - Pirataria e Descaminho
Nossa equipe percorreu os chamados “camelódromos” de Balneário Camboriú e descobriu que a pirataria é apenas um dos crimes contra o sistema.

DIAGNÓSTICO
O Rótulo dos Jornais
O Monitor de Mídia analisou as capas dos seis jornais da região e constatou que eles seguem os padrões jornalísticos.

EDITORIAL
Um diálogo que interessa a comunidade
O Diálogo que Interessa: setores organizados da sociedade se preparam para a primeira conferência de comunicação.

MUNDO
Soy loco por ti, Obama
Karis Cozer analisou como jornais norte-americanos retrataram Barak Obama em sua primeira semana de governo.

BIBLIOTECA
Glossário de Termos Técnicos Científicos
Alunos de jornalismo elaboraram e o Monitor publica glossário de termos científicos para sanar dúvidas do dia-a-dia.

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Mídia & Política discute a popularidade de Lula

O observatório da UnB inicia 2009 com uma edição especial em que debate os altos índices de popularidade do presidente da República. Veja uma prévia e acesse o site.

Lula e a mídia – Explicações sobre a popularidade do Presidente.

Como um político cuja imagem foi tão exposta pela mídia, em razão de escândalos de corrupção, consegue reeleger-se com quase 60% dos votos válidos em 2006, alcançando recentemente o patamar de 84% de popularidade? O observatório Mídia&Política retoma as edições temáticas neste primeiro número de 2009, em que estuda os motivos da popularidade do presidente Lula. Veja as análises:

Por que Lula é popular?
Tânia Almeida

O debate sobre as razões da popularidade de Lula envolve diversos fatores. Alguns a atribuirão às estratégias com os governos estaduais, à liberação de verbas, ao PAC ou ao Bolsa Família. Só a revista Veja deu, em 2005, 19 capas com o presidente, seu partido e o governo, num total de 36,5% das edições.

A posição dos colunistas
Luiz Gonzaga Motta

Alguns jornalistas abandonaram a objetividade dos fatos para se transformar em porta-vozes da oposição. Há um radicalismo hostil na arrogância de Arnaldo Jabor (CBN) e um inconformismo em Merval Pereira (O Globo).

O presidente e o mito do heroi
Thaïs de Mendonça Jorge

Já tivemos, no passado, experiências com o mito do salvador da pátria. Todo processo de heroificação pressupõe adequação entre a personalidade do salvador e as necessidades de uma sociedade, em dado momento da História.

Lula e a imprensa
Beto Almeida

Quem sabe Lula não se anima a lançar um jornal público? A favor desta idéia temos não apenas os 80% ou mais brasileiros semi-alfabetizados, mas também uma capacidade ociosa crônica da indústria gráfica. Os 300 diários existentes no país não totalizam tiragem além de 7 milhões de exemplares.

Narciso de si mesmo
Sergio Porto

Lula não faz política obedecendo a modelos de fora, está visceralmente inserido na própria política brasileira. Ele não é sujeito e a política, objeto. É algo maior do que ter um carisma, pois é presidente e narciso de si mesmo.

Ele joga com a TV
Célia Ladeira

Alternando comparações populares com expressões de acordo com o auditório, Lula sabe bem que, para a TV, vale mais o tom, a ênfase, o "nunca antes neste país", a comparação do tipo: "Eles, os grandes, que nos empurram esta crise pela goela abaixo".

Já é tempo de eleição
Marcos Coimbra

Hoje, a agenda do presidente já é eleitoral. Se Lula não estivesse tão voltado para o projeto Dilma, ele poderia fazer ainda alguma reforma. Poderia contribuir para que tivéssemos em 2010 eleições sob regras mais modernas.

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Membro da Renoi está na comissão das diretrizes

O professor Luiz Gonzaga Motta, do observatório Mídia e Política, é um dos especialistas que compõem a Comissão designada pelo Ministério da Educação para a reforma das diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo.
A Comissão tem 180 dias para concluir seus trabalhos e encaminhar ao Conselho Nacional de Educação uma proposta de documento que irá nortear a criação de novos cursos na área e que irá reorientar os já existentes.
A Comissão é presidida por José Marques de Melo e tem ainda como membros os professores Eduardo Meditsch, Sonia Virginia Moreira, Sergio Mattos, Alfredo Vizeu, Manuel Chaparro e Lúcia Maria Araújo.